quarta-feira, julho 28, 2010

Ciclo de desenvolvimento de conteúdos multimédia

Adaptação do Modelo ADDIE para desenvolvimento de conteúdos educacionais multimédia orientado no contexto de Learning Management Systems.


Fase 1 – ESTUDO/ANÁLISE PRÉVIA

  • Definição do curso, da(s) metodologia(s);
  • Definição do suporte tecnológico;
  • Definição do target;
  • Definição do ambiente de formação/contexto de utilização;
  • Selecção dos materiais existentes para início do desenvolvimento do storyboard.

Fase 2 – CONCEPÇÃO

  • Desenho do Mapa do Curso/arborescência;
  • Estruturação da informação (construção/definição da sequência de aprendizagem;
  • Definição da estratégia de desenvolvimento de conteúdos: ao nível pedagógico, técnico e de design;
  • Definição da estratégia de interacção e comunicação (ID e usabilidade) no conteúdo;
  • Definição da estratégia de normalização;
  • Criação do storyboard e do documento de regras pedagógicas.

Fase 3 – DESENVOLVIMENTO

  • Desenvolvimento do storyboard elaborado na F2; 
  • Integração dos momentos de auto-avaliação no conteúdo;
  • Prototipagem;
  • Testes.

Fase 4 – AVALIAÇÃO

  • Validação;
  • Normalização dos conteúdos SCORM 1.2 de acordo com os objectivos pedagógicos e organizacionais estabelecidos na fase de concepção (estratégia de normalização definida). 

O Instructional Design

O Instructional Design (ID) pode ser definido como um processo em que se analisam as necessidades e os objectivos de aprendizagem e se determinam as práticas instrucionais mais adequadas aos contextos educativos existentes.

O ID pretende ser uma garantia da qualidade dos processos de aprendizagem, revelando-se cada vez mais como um processo determinante para o sucesso e para a qualidade do eLearning. Promove a preocupação com a análise das necessidades e objectivos da aprendizagem e do desenvolvimento de uma instrução contextualizada que assegure a qualidade da aquisição de conhecimento e do desenvolvimento de competências.

Podemos considerar que o processo de ID tem um conjunto de características específicas que têm de se conjugar na sua implementação:
  • É CENTRADO NO ESTUDANTE e nos seus contextos de aprendizagem específicos, no seu perfil de aprendizagem e até no seu background cultural.
  • É ORIENTADO POR OBJECTIVOS, que são estabelecidos de acordo com os destinatários e as suas necessidades de aprendizagem.
  • TENTA SIMULAR SITUAÇÕES REAIS, contextualizando as práticas de aprendizagem.
  • POSSUI RESULTADOS MENSURÁVEIS através do feedback, tanto no âmbito da concepção e desenvolvimento como na própria implementação, recebendo igualmente inputs da avaliação dos programas (avaliação das aprendizagens, avaliação de satisfação e, no caso da formação profissional, da avaliação do desempenho dos formandos e do impacto da formação numa base temporal mais alargada).
  • É EMPÍRICO, ou seja, determina a experiência a prática como um guia orientador dos processos de aprendizagem.
  • RESULTA DE UM ESFORÇO DE EQUIPA, considerando os diferentes perfis necessários à implementação de um programa educativo desde a fase de análise prévia, e passando pelas restantes fases de desenho, concepção e desenvolvimento, implementação e avaliação.
Assim, será expectável que os conteúdos pedagógicos que sejam desenvolvidos com base num processo de ID coloquem o formando e o seu desempenho no centro do processo de aprendizagem, que o preparem para as situações que irá encontrar na sua prática e que possuam instrumentos de avaliação precisos e fiáveis que possam também fornecer ao formando um importante input na percepção do seu desempenho ao longo do percurso formativo.